sexta-feira, 22 de abril de 2011

A MENSAGEM DA CRUZ


Na cruz (crucificação de Jesus) temos o “retrato” de um Deus que é amor, serviço esolidariedade: ele se entrega, na pessoa do Filho, para, de forma radical e inequívoca, comunicar o seu amor. Certamente, a vontade de Deus é que todas as pessoas, ao ouvirem as Boas Novas trazidas por Jesus, se abram para elas, se convertam da vida descompromissada com o Evangelho e passem, tal como Jesus, a viver uma vida de serviço, amor-ágape-solidário para com Deus e para com o irmão. E o povo daquele tempo em que Jesus “se fez homem e habitou entre nós”, tal qual o de hoje em dia, se fechou para a mensagem de Jesus, insistiu em viver uma vida fechada para o Deus apresentado por Jesus (“Eu e o Pai somos um!”), satisfeitos com uma religião que o confortava, mas que não o libertava do egoísmo, ganância, opressão, falsas seguranças e muitas vezes, numa fé em um
“Deus” domesticado e moldado à nossa imagem e interesses. Vejamos que contradição: em nome da observância da religião de Deus, foi condenado e morto na cruz o Filho Unigênito do Deus da religião de Israel! E porque a mensagem de Jesus atacava e abalava esses falsos valores, seguranças e religiosidade, os que viviam e se beneficiavam dessas coisas, sentindo-se prejudicados e ameaçados.
tentaram “silenciar” Jesus com a cruz. Colocaram uma cruz no caminho, no ministério e na vida de Jesus. Colocaram uma cruz buscando deter a graça salvadora de Deus... Mas a cruz, como diz um cântico muito apreciado em nossas comunidades, “não conseguiu vencer o autor da minha vida. Aleluia! Cristo reviveu e entre nós vive outra vez...” . Sim, porque na cruz Deus fala mais alto ainda. O que vemos é um Deus que não se detém, não se assusta e enfrenta a
ameaça que vira cruz de dor e dor de cruz. Deus em Jesus se entrega radical e solidariamente aos pecadores, aos oprimidos, aos sem-vida. Temos um Deus que, em Jesus, experimenta e enfrenta a traição, o abandono, a solidão, a humilhação, a injustiça, a opressão, o pecado, a lei (idolatrada pelo
legalismo!), e o último dos inimigos, a morte.

Nenhum comentário:

Postar um comentário